El Salvador: O Tradicionalismo Perante o Império Digital.
O valor do tradicionalismo em um mundo cada vez mais digital
Ao assistir a alguns vídeos do nosso país vizinho, El Salvador, me vi preso em um curioso loop de sensações: admiração, nostalgia e, confesso, uma certa inveja.
À primeira vista, trata-se de um país pobre, com limitações estruturais evidentes, longe dos padrões econômicos das grandes nações latino-americanas. Mas algo ali chama a atenção de forma quase imediata — um forte e ainda vivo tradicionalismo social.
Mulheres sem tatuagens visíveis, comunidades religiosas atuantes, famílias que ainda funcionam como núcleo moral e filhos que, em grande parte, obedecem e respeitam seus pais. Tudo isso remete a um Brasil que parece distante, quase esquecido, mas que um dia existiu.
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| Foto:Reprodução |
O Brasil também já foi assim. Não perfeito, não idealizado, entretanto mais comunitário, mais familiar, com limites sociais claros e com valores transmitidos entre gerações.
A chegada da tecnologia, especialmente sem mediação cultural, mudou tudo de forma abrupta. Não sou contrário à tecnologia — ela é inevitável e necessária —, mas o problema nunca foi o avanço em si, e sim a ausência de filtros culturais e morais e uma educação forte que protegessem aquilo que nos dava identidade.
O resultado foi uma sociedade mais fragmentada, onde o individualismo a falta de respeito opera facilmente entre os indivíduos, formando uma sociedade altamente sexualizada e, paradoxalmente, mais vazia.
Tecnologia: ferramenta como forma de ruptura?
A tecnologia não destrói culturas sozinha. Ela apenas expõe fragilidades que já existem.
No Brasil, infelizmente a modernidade chegou antes que a população tivesse uma educação digital eficiente, para que pudessem conservar uma maturidade social, cultural e moral, e assim, preserva tais valores. Evitando hipersexualização, relativização de valores, banalização do corpo e uma nova lógica onde tudo vira produto — inclusive a intimidade.
Ao analisarmos dados globais sobre consumo e produção de pornografia, fica claro que pobreza, sozinha, não gera uma indústria pornográfica forte.
Países da América Latina com grande consumo e produção — como Brasil, México e Colômbia — compartilham alguns fatores:
Acesso a internet facilitado e de boa qualidade, perda da identidade cultural e valores éticos e morais. Com forte interferência e influência de plataformas globais que induzem a quebra desses valores incentivado não so o consumo de conteúdos impróprios como a própria monetização do corpo.
Porque o tradicionalismo ainda funciona como barreira cultural.
A importância social ainda existe e faz-se necessário, a família ainda tem um peso importante a religião ainda orienta determinados comportamentos as pessoas ainda preservam certas propriedade de sua própria cultura, isso não elimina problemas sociais, mas freia excessos.
Mesmo com dificuldades o corpo não virou moeda social, a sexualidade não domina o espaço público, a tecnologia ainda não substituiu os valores familiares. Para muitos isso significa atraso. Eu penso que significa oportunidade, pois, basta olhar em qualquer comunidade no Brasil, principalmente aos finais de semana e qualquer um perceberá o abismo em que nos colocamos.
Pornografia e cultura: o dado que quase ninguém comenta
Ao analisarmos dados globais sobre consumo e produção de pornografia, fica claro que pobreza, sozinha, não gera uma indústria pornográfica forte.
Países da América Latina com grande consumo e produção — como Brasil, México e Colômbia — compartilham alguns fatores:
Acesso a internet facilitado e de boa qualidade, perda da identidade cultural e valores éticos e morais. Com forte interferência e influência de plataformas globais que induzem a quebra desses valores incentivado não so o consumo de conteúdos impróprios como a própria monetização do corpo.
El Salvador, por outro lado, não aparece entre os países com alto consumo ou produção de pornografia, mesmo sendo um país pobre.
E por quê?
Porque o tradicionalismo ainda funciona como barreira cultural.
A importância social ainda existe e faz-se necessário, a família ainda tem um peso importante a religião ainda orienta determinados comportamentos as pessoas ainda preservam certas propriedade de sua própria cultura, isso não elimina problemas sociais, mas freia excessos.
Mesmo com dificuldades o corpo não virou moeda social, a sexualidade não domina o espaço público, a tecnologia ainda não substituiu os valores familiares. Para muitos isso significa atraso. Eu penso que significa oportunidade, pois, basta olhar em qualquer comunidade no Brasil, principalmente aos finais de semana e qualquer um perceberá o abismo em que nos colocamos.
Os Riscos Que Se Aproxima
O temor, no entanto, é legítimo, a história recente da América Latina mostra que o ciclo costuma ser o mesmo, primeiro a ruptura de uma sociedade mais tradiocional, através das mídias sociais com um consumo de contéudo cultural externos, como: músicas, netflix, redes sociais, jornais, novelas entre outros... Depois vem a normalização e qualquer um que se opunha e taxado por uma minoria que se faz parecer ser grandiosa e quando menos pensamos as pessoas perdem a identidade gradualmente.
O Brasil percorreu esse caminho em menos de duas décadas, El Salvador ainda está antes do ponto de ruptura.
Como El Salvador pode preservar seu tradicionalismo
Se quiser evitar repetir o erro brasileiro, alguns caminhos são fundamentais:Educação é fundamental pricipalmente entre os mais jovens já que são a porta de entrada para esta ruptura, fortalecimento de costumes familiares saudáveis, preservação e conservação de condutas éticas e morais, não como prisão como muitos pensam, mas na verdade, como uma linha de defesa, assim, evitando ou pelo menos conscientizando as pessoas dos efeitos que o consumo de conteúdos sexuais por meios tecnológicos podem causar em uma sociedade em tão pouco tempo.
Conclusão
El Salvador hoje lembra o Brasil de ontem. Nisso podemos afirmar que sintimos certa saudades, isso não é um insulto — é um alerta. A modernidade é inevitável, mas a perda de identidade não é. O verdadeiro progresso não está em copiar modelos externos, mas em avançar sem se desfigurar. O Brasil é a prova de que crescer sem preservar custa caro.
El Salvador ainda tem a chance de provar que existe outro caminho, desde que tome medidas para preservar a cultura que em sua grande maioria é muita superior e infinitamente mais bonita que qualquer sexualização que o mundo digital possa oferecer.


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