Chumbo nos Baianos: A Escalada Da Violência na Bahia!

Violência na Bahia: Um Contraste com São Paulo e Caminhos para a Mudança



Introdução



Que existe violência no Brasil e no mundo todo isso é um fato, mas a proporcionalidade sem dúvida é completamente diferente, e a forma como ela é abordada variam significativamente de região em região.

Recentemente, em uma feira na capital baiana, enquanto estava aguardando minha vez para ser atendido, pude presenciar um diálogo interessante entre moradores locais e um estrangeiro que fora assaltado e esse diálogo revelou uma preocupante tendência: a normalização da violência por parte de alguns baianos.

O estado da Bahia por ser majoritariamente petista, ouve do seu governador que vai a grandes mídias importantes para dar entrevista e diz que: "a violência está em todo Brasil". Após essa declaração o ex-governador do estado de Goias Ronaldo Caiado e cotado há ser candidato a presidência da república, rebateu a fala do atual governador Jerônimo Rodrigues. Basicamente deu a entender que o petista não possui capacidade suficiente para enfrentar a criminalidade no estado da Bahia.



No entanto, o mais preocupante nessa declaração do Jerônimo, e a repercussão que ela gera entre seus adeptos, que se assemelham a papagaios de piratas, pois, eles repetem com a mesma fidelidade sem julgamento de causa ou veracidade da informação, as falas que o político do mesmo espectro ideológico que o deles declara. Creio que alguns replicam por mau-caratismo mesmo e outros em grande maioria por burrice.

Todas às vezes que você ouve um debate sobre a violência na Bahia os petistas repetem o mesmo bordão "a violência é no Brasil todo", e agora para o petismo não basta ser só no Brasil é no mundo também. Tudo isso é usado na tentativa de justificar uma realidade local alarmante, a escalada de violência na Bahia.

Este blog post, busca desmistificar essa narrativa, apresentando dados concretos sobre a violência na Bahia, comparando-a com a realidade de São Paulo que é capital que os petistas mais gostam de exemplificar, nas rodas de conversas locais.


Bahia no Topo da Violência: Dados Alarmantes


O Atlas da Violência e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública consistentemente apontam a Bahia como um dos estados mais violentos do Brasil. Salvador, sua capital, figura entre as capitais mais perigosas do país. Dados recentes indicam que Salvador registrou uma taxa de homicídios que varia entre 52,7 e 55,8 por 100 mil habitantes. Essa estatística coloca a capital baiana em uma posição de destaque negativo no cenário nacional.


Salvador vs. São Paulo: A comparação favorita dos Petistas

A percepção que os petistas possuem de que a violência é um problema generalizado em todo o Brasil, ou mesmo no mundo, mascara a gravidade da incompetência do petismo em lidar com a situação. Para ilustrar essa disparidade, é crucial comparar Salvador com uma metrópole como São Paulo, que, apesar de seu tamanho e complexidade, apresenta índices de violência significativamente menores.


Característica Salvador (BA) / São Paulo (SP)


População (2022) SSA  2.417.678 habitantes  /  SP 11.451.999 habitantes


Área Territorial SSA 692,589 km²  /   SP 1.522,683 km²


Taxa de Homicídios (por 100 mil hab.) SSA 52,7 — 55,8 / SP ~6,6

Como demonstrado na tabela, São Paulo possui uma população quase cinco vezes maior e uma área territorial mais que o dobro da de Salvador. No entanto, a taxa de homicídios na capital baiana é aproximadamente 8 a 9 vezes maior que a de São Paulo. Essa comparação desmente a ideia de que a violência é uniforme em todo o país, evidenciando que Salvador, apesar de ser territorialmente menor, enfrenta um desafio de segurança pública muito mais agudo.

A Letalidade Policial e o Crescimento das Facções

Outro ponto crítico na Bahia é a letalidade policial. O estado é responsável por cerca de 22,77% das mortes por intervenção policial no Brasil, o que significa que um, a cada cinco óbitos decorrentes de ações policiais no país ocorre na Bahia. Em 2023, o Brasil registrou 6.393 mortes por intervenção policial, e a Bahia lidera esses números absolutos. Curiosamente, a polícia da Bahia é considerada umas das que mais mata, e isso não se traduz em uma redução efetiva da criminalidade, com facções criminosas continuando a crescer e a atuar de forma assustadora, portando armamento de guerra, e matando gente já morta em caixão.

Como é possível observar somente a prática de matar criminoso não é eficaz no combate a criminalidade, na verdade, a ausência de políticas públicas robustas de ressocialização e a falta de investimentos em educação e melhoria da renda per-capita contribuem para um círculo vicioso de violência.


A Normalização e Suas Consequências Para o Povo Baiano


A normalização da violência por parte do povo baiano como um dos aspectos mais preocupantes. Viver todos os dias em exposição a atos violentos e a falta de resposta eficaz do poder público podem levar a uma espécie de anestesia social, onde a gravidade da situação é minimizada e sempre atribuída a outros fatores, ou seja, culpa é do Bolsonaro que liberou mais armas, como se o estado da Bahia já não figurasse dados violentos antes disso, de outros estados que mandam mais armas e mais traficantes para a Bahia, ou seja, o governo petista sempre tem um bode expiatório.

Essa normalização é perigosa, pois, como pude observar, o povo já está se acostumando a ouvir sons tiros todos os dias ao acordar. Seja em sair para trabalhar ou em momentos de lazer o sons dos tiros já virou rotina, é normal para o povo baiano, ou talvez só para o petismo já que formam a maioria nas urnas.

Os últimos dados apontam que Salvador foi capital que mais houve êxodo urbano, ou seja, devido as péssimas condições oferecida pelo estado, as pessoas se viram obrigadas a deixarem sua terra natal para encontrar segurança em outras regiões. Se pensarmos bem, o povo baiano sempre foi vítima desses êxodos alarmantes, talvez algum parente seu, um avô ou um tio, já precisou abandonar a família principalmente nos sertões espalhados pelo estado para buscar melhor condição de vida, essa era uma máxima comum, que agora se espalha também entre a capital. Será que o povo baiano não sente vergonha!


Outro dado recente e não menos importante, diz respeito ao crescimento exponencial de mulheres na capital. Você pode pensar — as mulheres estão parindo bem na Bahia! Na verdade, não! O que acontece é que a criminalidade já reduziu tanto o número de homens na capital, que está sobrando mulher, sem contar outros fatores.


Cobrança por mudanças? Como vai existir cobrança por mudança num povo que acha que é normal a violência na Bahia? Infelizmente enquanto o povo baiano, figurar entre umas das piores capitais para se viver. Sim, isso mesmo que você leu! Piores. Renda per-capita, níveis de educação, moradia, saúde e não satisfeitos agora a violência. Luz no fim do túnel? Para o povo baiano essa luz continua muito distante.


Sugestões para Melhoria da Segurança Pública na Bahia

Para reverter o cenário de violência na Bahia, é fundamental o povo baiano tomar vergonha na cara e cobrar políticas mais eficazes:


Cobrar educação: já que segundo o petismo "as pessoas não deveriam ter armas, e sim livros". Não que eu discorde disso, mas na Bahia, o que têm de sobra é muitas armas e menos livros.

Políticas de Ressocialização Eficaz: o estado da Bahia não possui política eficaz de ressocialização, na verdade, em uma entrevista o ex-governador Rui Costa disse que o "tráfico de drogas emprega muita gente", o que ele quis dizer com isso, eu não sei! Mas, talvez você petista deva saber.

Melhorar a Renda Per-capita: um povo que não tem emprego e a única renda disponível é o bolsa família, levando as pessoas a não criarem expectativa de vida nem para elas mesmas e muito menos para seus filhos. O que acaba empurrando as pessoas a viveram na marginalização.


Conclusão

Portanto, a narrativa petista de que a violência e no Brasil e agora no mundo, é uma simplificação de gente mau-caráter ou com falta de conhecimento mesmo. Longe de achar que esse post tem viés partidarista, pois, em nenhum momento disse que era para você mudar seu viés político, somente expliquei no post que a normalização da violência por parte do povo baiano, é de extrema ignorância.

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